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"Entrevista a Ana Carolina Testa"

Entrevista a Ana Carolina Testa, 17 anos, estudante do interior de São Paulo no curso técnico em Comunicação Visual realizando um trabalho sobre o artista.

P-Como e quando começou seu interesse por gravuras? Começou primeiro com gravuras ou com desenhos?
R- Começou no curso da Artes Plásticas, na ECA/USP, em 1977, na disciplina de Gravura em Metal. Eu vinha desenhando desde o início do curso, e uma parte dos desenhos sugeriam resultados que poderiam ser bem desenvolvidos na gravura em metal, como foi na época apontado pelo meu professor.

P- Quais foram suas influências e artistas que te inspiraram?
R- São demais para mencionar, mas não poderia deixar de mencionar Paolo Uccello, Morandi, Rembrandt, Hopper, Meryon, Amilcar de Castro, Mira Schendel. No meu site, no texto do meu doutorado, você encontra uma longa lista de artistas que elaborei na época (1999). Talvez outras coisas possam te interessar.
P- Acha importante o desenvolvimento de um estilo próprio? Como descreveria seu estilo?
R- O estilo, na minha opinião, é uma consequência das inquietações e do pensamento do artista, não algo que se busque para criar uma marca pessoal. Creio que acaba sendo a construção de uma identidade, mas também num sentido existencial, que se confunde com a arte.

P- Quais são suas técnicas preferidas?
Trabalho regularmente com gravura em metal e fotografia. Já fiz uma instalação e alguns objetos também. Mas creio que tudo vem do desenho, que antes de existir num papel é a própria maneira de olhar e ver.

P- Qual é seu material preferido para trabalhar... que considera mais expressivo? Quais são suas técnicas?
R- Os mesmos. Mas um novo trabalho pode exigir novos materiais e técnicas.

P- O senhor se identifica com suas obras?
R-Sim, mas não de maneira absoluta. Não diria que a fusão arte/vida pode ser total.

P- Como a fotografia começou a fazer parte de seu trabalho?
R- Fiz uma viagem à Europa com uma câmera emprestada por uma amiga, e a partir daí a fotografia se integrou ao meu trabalho.

P- A luz é algo muito presente em seus trabalhos, como o senhor lida com a iluminação?
R- Gosto dos desenhos criados pela luz. Ela pode transformar tudo. Geralmente parto da luz observada em situações reais, mas também sou influenciado por obras de outros artistas, filmes, e pela mistura dessas fontes de luz.

P- Qual filme e qual livro foram mais marcantes para você?
R- Sou incapaz de citar apenas um de cada. São muitos, e a lista continua mudando. Não quero ser injusto com artistas e obras que me apaixonam.

P- Quais foram ou ainda são as maiores dificuldades que encontrou no mercado das artes?
R- O mercado é um só. Como em todo mercado, as coisas adquirem valor por uma rede de relações de interesse, não apenas por seu valor de fato. Que no caso da obra de arte é extremamente difícil de avaliar.

P- Qual conselho daria para os novos artistas?
R- Talvez possa dizer para cada um criar sua própria experiência.

 

 

realizado por artebr.com